Entrevista: Consumidor se preocupa cada vez mais com o custo-benefício

Eles são cerca 96 milhões de brasileiros, ou seja, quase metade da população do País, que é 193 milhões de pessoas, segundo o IBGE. Tem renda média entre três e dez salários mínimos e estão na base da pirâmide social. Nos últimos anos melhoraram de vida. Tem mais renda e mais crédito, o que fez com que crescesse o interesse do mercado nestes consumidores.

Segundo o publicitário Renato Meirelles, diretor do Data Popular, primeiro instituto de pesquisa do Brasil voltado para o mercado de baixa renda, a tendência é que cada vez mais as empresas de todos os portes invistam em produtos diferenciados e melhoria do atendimento a chamada classe C, ou classe média, e não somente a ela, mas também a D e a E.

Nesta entrevista ao Conexão Sebrae/MS, Meirelles, que também é colunista de diversas revistas, editor do site Brasil de Verdade e que já conduziu mais de 200 estudos sobre o comportamento do consumidor de baixa renda no Brasil fala sobre o crescimento desse mercado e a tendência para este ano.

Sebrae/MS – È um fenômeno recente o mercado estar mais atento as demandas das classes da base da pirâmide social do País?

Renato Meirelles – Na verdade o fenômeno da entrada dos consumidores da base da pirâmide social, das classes C, D e E, com maior ênfase no mercado se deu em dois momentos no País. O primeiro há 15 anos com o Plano Real, quando ocorreu o controle da inflação. Continue lendo

Semana do Panificador aponta tendências para o setor

imagemEvento começa nesta segunda-feira e oferece programação diversificada em vários locais de Campo Grande

A panificação é um dos maiores segmentos industriais do País. “Entre as padarias brasileiras, 96,3% são de micro e pequeno porte e atendem em média 40 milhões de clientes por dia, ou seja, 21,5% da população nacional”, diz o gestor do projeto de panificação do Sebrae/MS, Assis Luiz de Souza.

Em Mato Grosso do Sul, são 414 empresas formais no setor, que tiveram R$ 70 milhões em vendas de produção própria e faturamento de R$ 183 milhões em 2008, segundo dados do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado (Sindepan). Continue lendo

A arte de vender serviços

imagemVocê sabe como vender o invisível? Algo que o cliente não enxerga e nem toca? Esse é um grande desafio para a empresa do futuro, vender prestação de serviço, agilidade, credibilidade, conforto, praticidade, tempo, economia, confiança e atendimento memorável. Todos esses aspectos citados são intangíveis, ou seja, o cliente não toca, mas o sente.

A sua empresa está oferecendo esses diferenciais para os clientes? O cliente percebe valor na hora de se relacionar com a sua equipe? Todos estão comprometidos com o sucesso do cliente?

Eu observo muitas pessoas dizendo que vestem a camisa da empresa, sendo que o mais importante é vestir a camisa do “cliente”, atender as necessidades e resolver os problemas desse, mostrando que o relacionamento é mais importante que a própria a venda.

Quantas vezes você foi atendido por um vendedor que pensava apenas na sua comissão, na meta que tinha para atingir no mês e que desconsiderava a sua real necessidade? Continue lendo

As empresas e a pequena relação com as mulheres

Ocupando 39% dos empregos formais de Mato Grosso do Sul, estas profissionais possuem 49% de todos os cargos de direção, chefia e magistrado, somando-se, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (Fonte: RAIS 2006).

Apesar disso, este grande número de trabalhadoras ainda representa um segmento de clientes pouquíssimo pensado pelas empresas de comércio e serviços. São consumidoras que tem como realidade um tempo livre cada vez menor, por isso preferem dedicá-lo à família e a si própria do que aos demais afazeres.

Observe: quantos e quais produtos e serviços são destinados a este público? A sua empresa, já pensou nas mulheres como consumidoras? Continue lendo